segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fidelidade!

[Do lat. fidelitate.]
Substantivo feminino.

          ♦ Qualidade de fiel; lealdade.
        ♦ Constância, firmeza nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
          ♦ Observância rigorosa da verdade; exactidão.

Quanto receio, ou, realmente seja medo, o sentimento que assombra ás pessoas que ouvem tal palavra. Convite, de tal gesto, que muitos rejeitam ou evitam em se cruzarem por breves instantes. Porquê? Será o ser humano um animal fraco de convicções e falsas expectativas? Acredito que sim...

Ser-se cobarde é sempre melhor: não será necessário o trabalho de mostrar tal prova. Não teremos de defender o que acreditamos, de defender a posição que assumimos, de expor de forma firme as nossas convicções, e ainda ter que lidar com a pressão imposta sobre os "ombros", de todos os actos feitos e não aceites.

Por outro ponto, o ser humano é pródigo a fazer promessas. Prometer é fácil! A fidelidade é uma promessa que se faz, muitas vezes levianamente e sem antever tais consequências, que como tal, é uma das promessas mais fáceis de serem quebradas. 

Será que nós não fomos feitos para sermos fiéis? Eu não tenho resposta para isso.

Li, e guardei uma história (faz dias a vi) que se enquadra perfeitamente neste seguimento.

"Todas as manhãs, a caminho do trabalho, João e seu amigo passavam pela banca de jornal do seu Joaquim. Ao pagar pelo seu jornal, João sempre agradecia com um sorriso nos lábios e desejava ao Sr. Joaquim um bom dia! Como resposta, recebia sempre o mesmo silêncio e a mesma carranca.
Certo dia, seu amigo lhe perguntou:
- João, por que você insiste em desejar bom dia ao seu Joaquim e tratá-lo de forma tão amável se ele é sempre grosseiro e sem educação? E então, sabiamente, João lhe respondeu:
- Simplesmente porque não quero que ele decida como eu devo agir!"

Por outro ponto, podemos ver que o João, não se deixava influenciar pela antipatia do Sr. Joaquim, que em nada agradecia o gesto de simpatia que por ele tinha todos os dias. Era fiel aos ensinamentos, as suas formas de ver e de como agir na vida: Ser amável com as pessoas, sejam elas as mais doces, como as mais amargas.

Poderei eu admirar e concordar com a atitude do João? Jamais poderia concordar com tal coisa, mas em nada me impede de admirar tal convicção e fidelidade.
O meu ser sempre se destingiu dos restantes. Caridades e amor desperdiçado nunca conjugaram bem comigo.

Não luto para gostarem de mim pelo que eu lhes dou mas pelo que sou;
Não sou e nem posso ser respeitador perante gentalha ignóbil e sem moral;
Não me ajoelho perante ninguém;
Gostem do meu ser pela minha espontaneidade, e não pela minha infidelidade de vos agradar!

Faz acontecer...
Que eu faço valer a pena!

8 comentários:

João Bosco Guimaraes Mafra disse...

Amigo,

Existe e eu sou um praticante ferrenho.
Tenho apenas 30 anos de casado e com a mesma esposa, certo?
Sem filial ou escora.

João Bosco

Anónimo disse...

Belo texto, reflexivo, devemos ser nós mesmo, não ficar preocupado com que os outros pensam ou desejam, vamos ser nos mesmos sem interesses.

Cecilia sfalsin disse...

Ei Joel,

A nossa personalidade muitas vezes se descreve pela nossa fidelidade a nós mesmos,é demonstrar o que somos sem máscaras, ,é fazermos a diferença,e como diz história que relata,no qual destaquei uma frase interessante:"Simplesmente porque não quero que ele decida como eu devo agir!"
,quando pagamos na mesma moeda estamos dando o oportunidade ao outro de decidir como devemos agir,quem procura agradar a todos é porque tem medo de perder,e acaba se perdendo.

H.Schiavo disse...

Meu amigo desculpa, mas eu não concordo com a tua posição, respeito-a, mas tenho como princípio que o ser humano tem que ser fiel pelo menos aos seus princípios; pois se não formos fiel nem aos nossos princípios o que nos resta? Aliás, acredito que você também o é, pela maneira com encerra sua postagem.

Um abraço fraterno

Jackie Freitas disse...

Oi meu kiduxo mais lindo e querido!
Ótima abordagem! Eu tenho comigo sempre a máxima de que fidelidade está intimamente ligada com quem somos, portanto, a fidelidade parte de nós para conosco e não o contrário! Como o exemplo do João (muito bem demonstrado), não podemos dar às pessoas o poder delas decidirem quem somos e como devemos agir!
Cada um deve ser responsável por seus atos e escolhas e não podemos transferir a quem quer que seja a obrigatoriedade de aceitação.
Grande beijo, meu lindo!
Muito bom mesmo!
Jackie

BLOGZOOM disse...

Joel,

Quando tentamos, geralmente em vão, agradar os outros (pessoas normalmente desagradáveis), estamos sendo infiéis consigo mesmo.

Sobre ser fiel, parto do princípio que sou íntegra com todos, não importa quem, pq não suporto imaginar que eu seja uma pessoa diferente do que sou. Eu tenho lealdade com meus princípios.

Beijos

BLOGZOOM disse...

Joel,

Quando tentamos, geralmente em vão, agradar os outros, estamos sendo infiéis consigo mesmo.

Sobre fidelidade, parto do princípio que sou íntegra com todos, não importa quem, pq não suporto imaginar que eu seja uma pessoa diferente do que sou. Eu tenho lealdade com meus princípios.

"O preço da fidelidade é a eterna vigilância."
Millôr Fernandes

Beijos

afonso c. p. barreto disse...

Fidelidade!
Passando por ali... este tema chamou minha atenção.
Embora saiba que entre os seres existem muitas semelhanças e coincidências, mas de igual pra todos, só o destino final que é uno.Deixo aqui minha compreensão.
Fidelidade, quando é promessa,pertence aos desejos e não faz parte das convicções.
Fidelidade não se promete, não se obtém, e não se oferece. Ela existe em relações de tal confiança, onde a realidade supera estas preocupações, seja consigo ou com outros.
Afonso C. Pereira Barreto