segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Temos paciência?

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não pára não)

A vida não pára"


Pergunta de objecto de reflexão...
Thomas Edison, o inventor da lâmpada, enquanto lutava para chegar a um resultado, e fracassava, sempre dizia: "Eu não fracassei setecentas vezes. Eu não fracassei nem uma única vez. Eu descobri que essas setecentas maneiras não funcionam. Quando tiver eliminado todas as maneiras que não funcionam, descobrirei a que funcionará."

Não concordo, se alguém disser , que Thomas Edison era paciente, mas um homem corajoso que não se deixou cair perante os fracassos da vida. Lutava por se auto-realizar. Querem algo que nos faça mais feliz, que nos sentirmos realizados? Mostrou que a paciência valeu-lhe para que no momento exacto voltasse a tentar, e a voltar a cair... mas chegou o momento, em que a queda não surgiu mais, mas voou em toda a sua plenitude.

Paciência, é como tudo na vida: precisa a gente saber dar o tempero certo. Se somos demasiados, caímos numa vida monótona, esperando sempre o momento exacto. E qual é o momento exacto? Virá ele ao nosso encontro, ou somos nós que teremos que criar esse momento?

São essas fragilidades da vida, como ter medo de errar, que se têm o intuito de ter paciência em excesso.

Tudo isso vai-nos levar a:
~~» Traição!!! Um vazio infinito em seu intimo, uma pobreza de espírito onde se não alcança o seu verdadeiro fim.

E consequentementem, isso vai-nos levar a ser um:
~~» Traidor!!! Um covarde da pior espécie, onde se esconde na escuridão de sua pobre e miserável existência.

Não se trai um amigo, um irmão, seus pais ou muito menos um amor. Mas sim, trai a si mesmo, a sua medíocre existência. Quando se esconde por traz de sua covardia por ter medo de não conseguir conseguir. Incapaz de buscar a sua felicidade, é incapaz de buscar tudo e mais alguma coisa que mereça e o faça feliz.

Um covarde, acima de tudo, será sempre um covarde!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os falsos profetas da vida.... e de deus!

Nada melhor, para aliviar o stress de um dia de trabalho, que falar de religião..... cristã e do seu misericordioso e bondoso deus (Blhakkkkkkkkkk....)

ATENÇÃO: ARTIGO COM PALAVRAS DE BAIXO CALÃO... SE ÉS FRACO DO CORAÇÃO OU SE A TUA CABEÇA NÃO CONSEGUE OUVIR PALAVRAS TÃO FORTES, PÕE-TE NAS PUTAS, SENÃO, CASO SEJAS UM LEITOR DE MENTE ABERTA, SERÁS MUITO BEM VINDO!!!

deus.... Hoje impliquei com esse mesmo nome.... não entendo o porquê de escrever esse nome com a primeira letra em maiúscula. O que sempre aprendi desde que comecei a ler e escrever, é que só se usava letras maiúsculas em 3 situações: Inicio de uma frase, nomes de pessoas ou de localidades. Não se encontra em nenhuma destas situações, portanto, não vejo o porquê de o venerar tanto... O que é ele a mais que eu? Em nada, pois o nada nunca pode ser mais do que um próprio nada.

Hoje estava com os meus colegas de trabalho na hora de pausa a fumar um cigarrinho, e o tema de conversa eram disparates que ouviam no quotidiano. Um deles saiu-se que haviam pessoas que davam uma quequinha com um lençol a separa-los (excepto um pequeno orifício no lençol para o homem espetar o vergalho na mulher) para não haver mais contacto físico, pois existia a tal coisa a que os ignorantes chamam de pecado da carne..... Puta Que Pairiuuuuuuuuuuu....

Sempre julguei que o tal de cretino atribuía enormes atributos aos seus fiéis. Sempre achei uma piada enorme aos "pecados" que os cristãos teimam em tentar não fazer, mas no fundo fazem a toda a hora, desde os padres que violam rapazinhos até aos papas que são nazis, e ainda ao mais comum: Todos a ver quem fode mais o parceiro do lado.

Uma pequena história:
Certo dia um rapazinho chamado Joel vai a igreja, e como qualquer outra criança, queria um brinquedo que outra criança tinha recebido dos seus pais; então pensou assim: "ora bem, vou rezar e vou pedir a deus que me ofereça um brinquedo daqueles".

Feito e dito, rezou duas ou três vezes por dia e nada. A cada refeição agradecia-lhe e aproveitava para pedir o tal brinquedo.... Semana após semana... mês após mês... e o resultado não aparecia.... então pensou para ele mesmo, que ali havia qualquer coisa de errado...

Como não tinha obtido o seu brinquedo, roubou o brinquedo á outra criança, depois foi rezar por perdão, e quando se fartou foi-se embora.

Resumindo: Para ser católico não pedes ou lutas pelas as coisas; fazes merda e depois pedes perdão, porque o cabrão perdoa.

Abençoada seja a leitura...
Amen!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Como toda uma vida muda.... inesperadamente!

Hoje decidi voltar a escrever. Senti a tal necessidade de voltar a passar para este meu cantinho aquelas ideias que me formigam e atormentam dentro da alma, e que necessitam ser expressas: nem que seja para um simples blog, ausente e distante dos grandes blogs que por esta Net fora se encontram. Não necessito que me leiam o coração, mas que eu apenas, me sinta bem a faze-lo.

Estive ausente por muito tempo, e quando mais tempo estarei será uma incógnita. Nem eu propriamente poderei afirmar se voltará a ser o mesmo blog de antes. Paramos de rodeios. Preciso desabafar. Contar uma síntese de todo este meu tempo ausente.

Tudo começou quando fui chamado para ser novamente operado ao joelho. A minha auto-estima mudou. Por breves dias, mas ela ficou muito em baixo. Via-me a ficar com dificuldades eternas e problemas de conseguir ter uma vida normal (ter um emprego, fazer desporto, resumindo, fazer uma vida igual a todos os outros). Felizmente, melhorei muito, e actualmente sinto-me muito bem dele, e não tenho sofrido rigorosamente nada.

Aproximava-se o exame de matemática na mesma altura da operação. O tal exame que me iria fazer entrar na universidade. Por um "pelo" que mesmo com dificuldades em reconciliar os estudos com a saúde não consegui ter um exame razoável para ter acesso a universidade.

Tive de fazer uma escolha: Não podia ficar em casa um ano inteiro a contar carneiros. Precisava de ter a minha independência. Precisava ganhar o meu dinheiro. Precisava preparar-me para a vida. Outras consequências derivadas de decisões foram postas em causa: Trabalhar onde? Ir procurar emprego onde? Sair de Portugal ou ficar por lá? Estarei pronto para abandonar tudo e todos os meus queridos e amados? Não é fácil... mas nunca ninguém disse que a vida era assim... luta-se, batalha-se, e algo aproveitaremos dessa escolha.

Decido vir trabalhar para Itália. Com sonhos por concretizar, e outros a verem-se estragados a irem pela água a baixo. Deixei os meus familiares, em que mais precisamente a minha mãe que passa geralmente a semana toda sozinha, a minha namorada que tanto nos amamos, os meus amigo com quem me divertia muito; deixei toda uma vida construída durante 19 anos para começar a construir uma outra. Estou ausente deles está a fazer 2 meses.... e quantos mais meses virão....?
Dois meses com muitos altos e baixos... Uns instantes de grandes agonias e tristezas, mas outros com grandes e bons momentos passados. Nem tudo está a ser mau.... Vim com o intuito de trabalhar e me tornar um Homem (com H grande); aprender e dar mais valor ao que custa a vida.... Que facilidades não são nenhumas em os nossos pais no porem o tal "pão na mesa" todos os dias. Lutam por ele, e batalham para que a fome não passe por nossas casas...

Os mimos acabaram. Estou sob minha responsabilidade. Estou notando em mim, que pouco a pouco uma nova maturidade se está a apoderar de mim, e que sou uma nova pessoa para a vida daqui em diante.

Tenho saudades de toda aquela vidinha fácil que deixei para trás...
Daqueles pais que me faziam tão bem;
Daqueles amigos que tantas gargalhadas dávamos juntos....
Daquele amor que só a minha namorada me sabe dar...
Daquelas lambidelas que o meu cachorão sabia dar quando estava bem abraçadinho a ele... (sim.... sinto imensas saudades do meu dog.... acho que também se pode chamar de amor... e porque não amar um animal? Esquisitices de certos e determinados indivíduos....).
Mas é esta saudade que me está a fazer crescer pessoalmente.

Mas chega de falar de coisas ruins... Passo aqui muitos bons momentos.... Conheci muitas pessoas formidáveis... lugares fascinantes... trabalho tal que me permite percorrer por todo este país – e não só -, e estar em muitos lugares que muitos o desejariam um dia estar.

Genova
Lecco
E por agora me despeço com estas duas imagens por onde já passei e me deixou boas recordações....

Xau regazzos e regazzas :D

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fênix - Mulheres que Renascem: Fechado Para Balanço

Olá minha linda :D

Ahh que tempãoooooooooooo tem vindo a ser o nosso desencontro..... Tenho deixado o blog de lado pelas circunstâncias da vida.
Adiante....

Fechar para balanço? WTF? Viver nos tempos primórdios? Lutar pelo nosso bem estar é algo diário, em que eu me arriscaria a afirmar que a plena felicidade nunca será total, pois para tal os actos tinham que ser instantâneos: só agimos após pensar nos prós e contras. Mas nunca podemos perder de mente que fazer bem a nós próprios é o essencial da vida. Agradar não aos outros mas a nós mesmos sempre é uma questão que todos devemos sabê-lo fazer. Se eu não gostar de mim, quem gostará?

O auto bem-estar, a felicidade, e como tu dizes, a gentileza é um factor que leva a que nós nos sentimos bem.

Falas que ninguém é perfeito: CERTO. Não temos que ser perfeitos aos outros, mas eu sou perfeito como sou: Não para os outros, mas para mim próprio. Tenho que gostar do que sou, da forma e jeito que penso, das atitudes que tomo, pois este sujeito que te está a escrever neste momento, não precisa de mudar por causa de se tornar perfeito para os outros, mas realizar-se a si, e sentir-se seguro que gosta do que é - pois só assim estará um passo mais a frente da felicidade. Sinto-me perfeito pois vejo que neste exacto momento estou a seguir o caminho para uma vida melhor.

Gentileza total a nós ou aos outros? Tens consciência do que isso implica? Para se ser gentil com nós, teremos de nos esquecer dos outros... Tu conseguirás? Para ser gentil comigo mesmo terei de rejeitar e despreocupar-me de muitos estragos que poderei causar a outras pessoas.

Esta vida é uma bola de neve: quem souber molda-la melhor é quem vencerá, mas lembra-te, haverá sempre muitos defeitos nela, e serão esses mesmos defeitos que fazem com que ela seja um labirinto - nunca se sabe qual o melhor caminho!

Beijinhos minha kiduxa... Prometo que tentarei cá voltar mais vezes, mas agora trabalho em Itália, e isso dificulta a minha vinda cá, como até voltar a reescrever no meu blog.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[Desafabo] Falsificação de identidades

Não gosto que me copiem nem de copiar; nem que digam que sou falso, quando é a originalidade que predomina.
Uns pensam que reinam; outros querem reinar.. Eu apenas quero curtir a puta da vida ate me fartar.

Relembro-te: Não caio no teu coro, e nunca será a tua inveja que me apanha; a tua cobardia pode miar mas a mim nao me arranha!!!!!!

Hail a estes meus desabafos!
Hail vida minha cheia de graças e desgraças que me torna, dia após dia, a pessoa que sou hoje!!

Hail Joel!
Hail!!!!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

[Soneto do Prazer Maior] Bocage

Homenagem a todos os amores, a todas as promessas verdadeiras.

Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:

Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.

Bocage

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu faço anos no mesmo dia em que nasci!!!!! xD

Hoje faço anos!!! Huaaauuuuuu... já tenho 19, e a vida vai passando sem avisar que o tempo não pára. Dá uma tristeza relembrar-me que a dias ainda tinha entrado na escola, e que agora, passado muito (pouco) tempo já vou entrar na universidade para me formar, estando estes dias todos a "marrar" nos livros a estudar para fazer o exame para poder ingressar nela. PQP..... Dia de anos mais cansativo e deprimente.

Mas o que me levou a escrever este textito, não foi este dia em si, mas porque, ao fim de um longo tempo de paragem, ganhei inspiração e ganhei novamente coragem voltando  a escrever. É um dia que podemos tirar grandes conclusões, e ver o quão individualista anda esta sociedade - não critico, pois eu sou um grande exemplo de individualismo, mas consigo aperceber-me que nem os amigos se comunicam como antes, não se dão pessoalmente, não sentem tanto a necessidade em conviver nos dias mais festivos de uma pessoa.

A manha está quase passada, e recebi montes de sms's, e-mails e recados no hi5/facebook. Mas, e pessoalmente? Não há mais aquela ternura de ir ter com o amigo, dar-lhe um forte abraço e dizer "Parabéns". Pegar no telemóvel, escrever uma mensagem, e enviar é mais fácil e cómodo - não há o trabalho de nos deslocarmos para ver aquele nosso amigo que hoje que festeja mais um ano de vida. 

Mas para quê, criticar quando eu geralmente faço igual? Sim, eu faço-o também. Não me custa admitir que sou igual a tantos outros - admitir que estamos errados é uma grande virtude do ser humano, portanto, redimo-me...

.....

Dia frenético...

Será que não tenho a capacidade de pensar mais um pouco e ver onde preciso mudar? Com certeza existem metas que em todos os meus niver eu estabeleço. Nuns consigo passá-la, noutros ficam aquém (e é sobre essas metas falhadas que aproveito para que este dia sirva para reflectir onde eu errei e porque errei - será falta de competência? Falta de maturidade? Estabeleci uma meta cedo de mais? Ainda não estarei preparado? Tantas questões impostas sem uma única que possa responder com clareza e precisão).

Não tenho 16, nem 17 e nos 18 estava ontem... Encontro-me já com 19 onde certas atitudes começam a exigir de mim mais responsabilidade. E que terei eu de fazer a partir de agora, que antes me era tolerado ou não exigido? Os anos passam e com eles arrastam a obrigação de responder pelas minhas próprias atitudes.


Decidir os rumos de minha vida (acertando ou errando estarei participando deste mundo maravilhoso), ser o detentor das minhas atitudes responsabilizando por tal, seguir o meu próprio caminho, consolidar amizades, entre outras mil e tantas coisas que a vida exige de nós; MAS acima de tudo encarar a vida de frente e declarar-lhe "Agora quem conduz este barco sou eu".


Estou a exigir de mim tanta coisa nova, sem ao menos aproveitar nada do passado?
Claro que sim: LUTAR PELA FELICIDADE

segunda-feira, 28 de junho de 2010

[Miscelânea] Curar pela fé!

Supostamente, Jesus Cristo, em vida, realizou milagres em benefício da cura daqueles que o rodeavam. Segundo reza a lenda, as pessoas acreditavam que, mesmo tendo uma doença muito grave, só pelo facto de tocarem na mão do messias esta entrava em remissão. E tal acontecia. Mas Cristo respondia sempre: «Julgam que fui eu quem vos curou? Não fui. Foram vocês próprios. A vossa cura advém apenas do facto de acreditarem que a graça de Deus vos toca através de mim».

"Eu não preciso dos padres do mundo, porque não preciso do deus do céu. Isto quer dizer, meu rapaz, que tenho o meu Deus dentro de mim." - Eça de Queirós, in O Crime do Padre Amaro

Comparem ambas as citações… Veramente, interessantes! Fazem-me pensar sobre, o que realmente, o Homem é capaz e a sua força interior.

Mas, imaginemos que alguém me odeia ou inveja tanto a ponto de "vender sua alma ao Demónio" para que eu sofra algum infortúnio. A energia que essa pessoa irá exteriorizar nesse momento será capaz de criar bons estragos; o mesmo acontece com a pessoa que irá "dar uma bênção"; se essa pessoa realmente acreditar (e quiser) que, pelo poder do seu Deus, será capaz de me curar de alguma coisa, então ela irá gerar uma energia realmente eficaz a seu objectivo.

Agora o que é muito importante ressaltar é que, não é o Demónio e Deus que estão me atingindo, mas sim as pessoas que os "invocam"; na realidade essas pessoas é que estão gerando a energia que irá influenciar de alguma maneira, as divindades invocadas, sendo apenas formas de se exteriorizar os seus desejos profundos - semelhante ao que é feito no Satanismo, porém, a diferença é que nós sabemos que somos os verdadeiros responsáveis por nossos milagres, ao passo em que os adoradores de deuses se perdem em suas crenças.

O número de pessoas que buscam cura espiritual para as suas doenças tem crescido vertiginosamente - já foram descobertos casos bastante controversos de pessoas com doenças mortíferas, como por exemplo o cancro, envolverem-se em tratamentos de cura pela fé, e as doenças entraram em remissão. Em oposição, os médicos afirmam que até as doenças mais perigosas podem de facto entrar em remissão sem nenhuma razão aparente. Tal facto está provado. «Por vezes, basta que as pessoas se encontrem no local certo, à hora certa», dizem eles.

Sempre que um facto não pode ser claramente explicado à luz dos actuais conhecimentos científicos, após inúmeras análises e experimentações, é lhe atribuído o rótulo de "milagre".

A fé vem de nós. A mente humana é, por excelência, um dos maiores mistérios ainda por desvendar (seja a capacidade de percepção extrasensorial, psicocinesia, etc.). A cura pela fé existe; a sua essência é que ainda não foi bem definida pela maior parte das pessoas, que acreditam numa intervenção divina no caso.

No meu caso acredito que os "milagres" apenas provém da mente humana em contacto com as forças naturais existentes na Terra. A esses indivíduos atribui-se o nome de «mágicos».

E então, agora pergunto eu: será que pode haver de facto uma interferência do paranormal (não divina) na cura das doenças?

"A Magia é a Arte ou a Ciência de causar mudanças com a Força de Vontade."
Aleister Crowley

Ódio e amor - Separação da antiga faísca

Representar e ter actos de gentileza para quem a merece, em vez de amor desperdiçado aos ingratos e aos despromovidos da minha consideração - não estarei a ser mais justo?


“"Amar ao próximo" tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia”

Como amar o próximo como a nós mesmo? Não se pode amar a todos; isto é ridículo se reflectirmos um pouco – não é preciso ser licenciado, doutorado, ou mestrado, ser uma pessoa culta e actualizada, saber ler e escrever fluentemente, saber interpretar textos dificílimos, ou fazer cálculos matemáticos complicadíssimos: basta puxar por algo que o ser humano tem o privilégio de ter (em alguns casos, há a ausência dela), e raciocinar um pouco (se tiveres capacidade para tal, senão, deixa para lá. “Não te mates”). Se amamos tudo e todos, perdemos as forças naturais de selecção e tornamo-nos um juiz pobre em carácter e qualidade.

Amo. Amo fervorosamente, quem do meu amor, mostrou carácter necessário para o possuir, mas nunca viro a outra face para o inimigo. O amor é uma das maiores e mais intensas emoções que o ser humano pode sentir; a outra é o ódio. Forçar-me a sentir um amor indiscriminado e sem tino é muito paranormal. Se tento amar todos, simplesmente diminuirei o tempo necessário de carinho a afecto para aqueles os quais verdadeiramente merecem o meu amor, respeito, admiração e honestidade.

Reprimir todo o ódio é um caminho que me levará a muitas doenças físicas e emocionais. Por aprendizagem descobri que há como liberar nosso ódio, e há quem o merece; Tenho andado a “trabalhar”, limpando da mente os valores pré-fabricados impostos na nossa sociedade. O trabalho é árduo. Filtro a minha mente pois ainda me sinto muito intoxicado com muita porcaria que tenho dentro de mim, e que me foi concebida no momento mais fulcral da educação de uma pessoa - quando era criança, impingiram-me com produtos tóxicos difíceis de os libertar a esta etapa do campeonato. Mas a luta contínua... Mas a recompensa será ainda mais gratificante.

Tanto o amor quanto o ódio são emoções preciosas que não devem ser gastas ao absurdo e nem distribuídas desnecessariamente. O ódio e o amor doados a quem não os merece enfraquece o sentimento que deveríamos verdadeiramente ter em relação as pessoas certas. Se odeio um “desconhecido”, o meu ódio para seu verdadeiro inimigo enfraquecerá, do mesmo modo que se amar outro “desconhecido” esse mesmo sentimento tão prezado, será desperdiçado e o meu verdadeiro amor não receberá o sentimento que merece.

A maioria das religiões reclama que devemos amar nossos inimigos, pois mesmo quando errados devemos ter o consolo de que "Deus punirá eles". Em vez de permitir que eles mesmos possam odiar seus inimigos e tratá-los da maneira que eles merecem, eles dizem: "Lá, se não na graça de Deus, reze por eles". Que hipocrisia… começa a dar nojo.

Sinto-me comovido… ou não, que me estejam a ver, como sendo um sinónimo de, barbaridade, crueldade e brutalidade. Fácil… Isto é assim simplesmente, porque as pessoas têm medo de enfrentar o rosto da verdade - e a verdade são aquelas existências humanas e essas “não todas benignas ou todo amáveis”. Somente porque me tendo conhecer, só porque sou capaz de amar e odiar, sou para muitos, considerado alguém detestável.

Sim… cultuo o ódio não me envergonhando dele, mas estar perto dele não significa estar longe do amor como essas mentes fechadas pensam. Estou perto do amor também, sendo um dos sentimentos mais profundos do Homem.


Honestamente reconheço e permito ambos; Amo e Odeio, não confundo uma emoção com a outra. Sem a capacidade de experimentar uma destas duas emoções, nunca estaria apto para experimentar a outra.

domingo, 27 de junho de 2010

Quem és tu, Joel?

Quem és tu, Joel?

Sou o que sou; não sou aquilo que queriam que fosse.

Mostro aquilo que sou; não o que queríeis que vos mostrasse.

Faço de mim o meu todo; não me faço de nada para ser o vosso objecto de capricho.